STJ vê indícios de envolvimento do governador do Amazonas em irregularidades na compra de respiradores

Prisão temporária de Wilson Lima foi pedida pela PF, mas foi negada.

Investigação busca provas sobre direcionamento de licitação e prejuízos aos cofres públicos.

Na decisão que autorizou buscas em imóveis do governador do Amazonas, Wilson Lima, e na sede do governo do estado, o ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) cita que, segundo as investigações, indícios apontam envolvimento do governador nas irregularidades investigadas.

A TV Globo teve acesso à decisão.

Nesta terça-feira (30), a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão por fraude e superfaturamento nas ações de combate à pandemia no estado.

A PF investiga possíveis práticas de crimes como pertencimento a organização criminosa, corrupção, fraude a licitação e desvio de recursos públicos federais. No despacho, o ministro do STJ afirma: “Com efeito como apontado desde o início da apuração, os fatos ilícitos tem sido praticados sob o comando e orientação do governo do estado do amazonas, Wilson Miranda lima, o qual detém domínio completo e final não apenas dos atos relativos a aquisição de respiradores para o enfrentamento da pandemias mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas a questão , no bojo das quais atos ilícitos tem sido praticados”.

A prisão do governador chegou a ser pedida pela PF, mas o ministro do STJ negou.

Foram autorizadas as prisões temporárias de 8 pessoas : Simone Araujo de Oliveira Papaiz - secretária de saúde João Paulo Marques dos Santos - ex secretário de saúde Perseverando da Trindade Garcia Filho - ex secretário executivo adjunto de saúde Alcineide Figueiredo Pinheiro - ex gerente de compras da secretaria de saúde Fábio José Antunes Passos, Cristiano da Silva Cordeiro, Luciane Zuffo Vargas de Andrade, Renata de Cássia Dias Mansur Silva - sócios e representantes das empresas Ao STJ, a PGR afirmou existirem elementos de que uma organização criminosa se instalou na estrutura do governo do Amazonas para desviar recursos públicos voltados ao combate da pandemia do novo coronavírus.

“Há robustos elementos de prova que apontam a ocorrência de direcionamento na contratação da FJAP, sobrepreço e superfaturamento na contratação de 28 respiradores, lavagem de dinheiro, montagem de processo de adulteração de documentos, com a finalidade de encobrir os crimes praticados, atuação de verdadeira organização criminosa que se instalou na estrutura do Governo do Amazonas, com o objetivo de desviar recursos públicos destinado a atender às necessidades da pandemia Covid-19”, diz a PGR.

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