Operação que investiga ex-prefeito e servidores por desvio de recursos cumpre mandados em MG e SP

"Operação Odisséia" investiga suspeitos de direcionamento em licitações e fraudes na execução de contratos do transporte escolar em Caldas (MG).

Uma operação do Ministério Público Federal (MPF), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal, que apura desvios de recursos públicos federais em Caldas (MG), cumpre mandados de busca e apreensão em cidades de Minas Gerais e São Paulo na manhã desta terça-feira (30). Ao todo, são 10 mandados, além de um mandado de busca pessoal, em Caldas, Belo Horizonte (MG) e nas cidades paulistas de Cruzeiro e Taubaté.

As investigações da “Operação Odisséia” são contra o ex-prefeito de Caldas, além de servidores públicos e empresários suspeitos de direcionamento em licitações e fraudes na execução de contratos do transporte escolar em Caldas. Segundo o MPF, eles são investigados pelos crimes de associação criminosa, desvios de recursos públicos e direcionamento de licitações.

A suspeita é que o esquema movimentou, em apenas dois contratos, mais de R$ 9 milhões, que podem ter servido como enriquecimento ilícito aos investigados.

A investigação mostrou que um dos envolvidos teve aumento de até oito vezes do patrimônio declarado antes das irregularidades. O desvio de recursos aconteceu dentro do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), entre os anos de 2013 e 2017.

As investigações apontaram que o então prefeito de Caldas é suspeito de desviar licitações para contratar empresas previamente escolhidas de Belo Horizonte e Cruzeiro (SP). Na operação desta terça-feira, o MPF realiza o sequestro de bens dos alvos, com valores em bancos, veículos, imóveis e embarcações, com o valor dos contratos envolvidos.

Participam dos trabalhos quatro auditores da CGU e 44 policiais federais.

Os mandados foram expedidos pela Subseção Judiciária Federal de Poços de Caldas. Desvios O esquema incluía pouca publicidade dos editais, cláusulas que restringiam a competitividade e poucos dias de abertura.

Também não havia detalhes sobre rotas do transporte e quantidade de alunos atendidos. As investigações ainda ouviram testemunhas que confirmaram o esquema e disseram que todos tinham ciência prévia da empresa que venceria a licitação.

Equipes da CGU identificaram diversas irregularidades, que também incluíam execução de contratos sem fiscalização, pagamentos sem controle da prestação de serviços, alguns feitos fora do calendário escolar. Testemunhas também relataram que veículos contratados para transporte escolar teriam sido usados para outras finalidades, como para festa de casamento e partidas de futebol. Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas
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